
Há dois modos de avaliar-se o que for belo: por interesse ou por paixão. A paixão, quando acesa de uma vez por todas, não dá lugar a outro interesse. Ela é radical, não quer comparações. A paixão é absoluta. Já o interesse pode ir-se como veio, sem qualquer outra razão maior do que ele mesmo. Prefiro a paixão, é claro, por ser incondicional e única. Tudo que for assim na vida é sempre mais verdadeiro. As minhas paixões me dão resposta integral àquilo que escuto ou que leio. Não vou gostar de uma coisa por me despertar interesse pela outra. Ou gosto ou não gosto. E diz-me então agora: amas, por acaso, alguém? Pois nesse caso o teu amor será o melhor do mundo, se bem não ser por isso que tu amas, quando amas. As outras considerações não valem, a não ser para nos distrair um pouco deste mundo, que, convenhamos, é coisa mais que boa.

2 Comments:
estás cada vez melhor em tuas palavras. entra em contato
clap clap clap!!!
Saudade!
Bjo
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