03 novembro 2006


Nossos hábitos supõe uma maneira de acontecer das coisas, uma vaga coerência do mundo. Agora a realidade se afigura alterada, irreal. Quando um homem desperta (ou morre), tarda a se desfazer dos terrores do sonho, das preocupações e das manias da vida. Agora me custará perder o costume de encontrar-te tranqüilamente. Assisti, incrédulo, nossa conversa angustiadamente fluente, inevitável. Começo a acreditar, a partir deste fato, que as decisões solenes e definitivas, que traçam o relevante na linha do destino de nossas vidas, são bem menos conscientes do que acreditamos mais tarde, nos momentos de rememoração e lembrança.

3 Comments:

Blogger Maria Lopes said...

bem menos conscientes... ou nada conscientes. o tempo não volta, não passa, se queda imovél e ao mesmo tempo frenético. e as decisões tomadas, ou que acontecem por sim mesmas, estão aí. sempre. e... nossa, como isso ficou confuso.. beijos

23:39  
Blogger Amanda said...

Te mandei msg no cel...
Recebeu?!?!
Foi ontem!

Beijocas

15:34  
Blogger Bel said...

Tuas fotos me tocam muito...as palavras...

Ai que delícia...

Agora será meu cantinho de bem estar, um momento para estar comigo mesma...

Je t'adore !!!

Bisous

11:58  

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